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N.º 51 - Educação e Aprendizagem

julho a dezembro de 2017 14-02-2018 SRE / Direção Regional Educação
N.º 51 - Educação e Aprendizagem

Abordando a temática geral “Educação e Aprendizagem”, este número preconiza a “diversidade” de olhares sobre este processo que pretende desenvolver o potencial de cada aluno e proporcionar-lhe saberes, valores, competências e ferramentas para que possa encontrar as melhores respostas para um mundo em constante mudança.

Sim, porque não existe uma só resposta, um único caminho, uma forma única de aprender, uma só maneira de construir a Pessoa de cada aluno. Precisamos por isso de assumir, sem rodeios, que a resposta para a diversidade dos alunos só pode ser inclusiva, “intimamente ligada a uma postura de respeito pelo percurso de todos os alunos e pela convicção que todos os alunos importam e importam igualmente”.

Interessa também destacar que no processo da aprendizagem escolar podem estar implicados, entre outros aspetos, o “brincar e ser ativo” numa articulação aparentemente paradoxal entre “aprender no recreio e brincar dentro da sala de aula”, o significado educativo das “atividades de tempo livre”, o acesso, a sensibilização e o ensino das línguas estrangeiras, de preferência numa “aquisição precoce”, a promoção da capacidade de pensar, no incentivo de “habilidades de pensamento e questionamento filosófico” e o desenvolvimento de abordagens assentes na metodologia de projeto. São tudo diferentes contributos e olhares sobre “Educação e Aprendizagem”, focados e alinhados com as “Aprendizagens Essenciais” e o Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória, que se constituem referenciais e matrizes para as decisões a adotar no trabalho docente de planeamento e gestão curricular, lecionação e avaliação e no trabalho do aluno enquanto gestor das suas aprendizagens e construtor ativo do seu próprio percurso educativo e de vida.

Neste contexto, os desafios da “Educação e Aprendizagem” continuam a colocar-se não apenas no tempo de permanência dos alunos na escola, mas, com muito mais acutilância, ao longo de toda a vida, nesta “modernidade líquida” em que nos movemos. Sem esquecer esse outro desafio que, nas palavras de Carlos Drummond de Andrade, se coloca às escolas: “(…) se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis sem valor para a formação do Homem”.